10 de março de 2017

Transporte coletivo de Palhoça reduziu o número de linhas


Menos linhas em circulação, ônibus superlotados e com pneus carecas, atrasos constantes. Os usuários do transporte coletivo municipal e metropolitano de Palhoça vivem momentos de apreensão e sofrimento, sempre que embarcam para mais um dia de trabalho. Ônibus que partem de localidades distantes, como a Guarda do Embaú estão entre os mais problemáticos. O Sintraturb (O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis) confirma que houve redução nas linhas. A prefeitura e a empresa não se manifestaram.

“É uma falta de consideração com o povo trabalhador, eles não entendem que é necessário o transporte pra gente. Eu utilizo todos os dias. Moro em Palhoça e trabalho em Florianópolis e diariamente o ônibos está lotado ou atrasado. Já chega na parada cheio”, diz a cabeleireira Clotilde Avila do Carmo. Ela defende que o poder público tome providências e exija da empresa a operação de todos os horários.

Segundo o Sintraturb, há linhas reduzidas também para a região de Santo Amaro da Imperatriz. Na região de Palhoça, pelo menos vinte itinerários teriam sido desativados desde o final do ano passado. “Reduz o número de ônibus, sobrecarrega o transporte, gera lotação e deixa o usuário em situação delicada. Isso também afeta o trabalhador, sem linhas um motorista e cobrador serão dispensados. Nossa preocupação também é essa”, descreve Dionísio Linder, secretário de comunicação do Sintratur.

Manutenção também preocupa
A manutenção dos ônibus também preocupa passageiros, motoristas e cobradores. Na última semana usuários que seguiam para a Capital no ônibus da Jotur de Palhoça viveram momentos de pânico no km 207 da BR-101, em São José. Durante a descida do roçado, a traseira do veículo ficou desgovernada na pista. “Sucateado é pouco ainda. Esses ônibus precisam ser urgentemente trocados. Colocam a vida das pessoas em risco. Já fizemos muitas denúncias ao Ministério Público”, acrescenta Linder.

Procurada, na tarde de ontem, a Jotur informou que o diretor que poderia falar sobre o assunto não se encontrava. A prefeitura de Palhoça também não se manifestou.


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