11 de março de 2017

Uber critica proposta de Palhoça


A proposta da prefeitura de Palhoça, na Grande Florianópolis, de equiparar as obrigações do Uber às do táxis, não foi bem recebida pela empresa, que alegou que os dois serviços são completamente diferentes. O Projeto de Lei proposto pela administração do prefeito Camilo Martins (PSD) também prevê reduzir os impostos e taxas impostas aos taxistas, para que eles tenham melhores condições de concorrência.

Uma reunião chegou a ser agendada pela prefeitura com dirigentes do Uber, que já opera na cidade, mas foi cancelada em cima da hora. O Uber teve acesso apenas a algumas das propostas do município, entre elas o pagamento de imposto anual, seguro de proteção ao passageiro e alvará. Em nota, a empresa criticou o projeto . “Iniciativas como as anunciadas, que visam enquadrar os novos serviços de tecnologia, como a Uber, em modelos antigos já existentes, impõem barreiras artificiais que limitam o direito de escolha de motoristas parceiros e de usuários”, explicou.

A justificativa do prefeito para a iniciativa é a manutenção da concorrência entre os serviços. Os taxistas, mesmo com o posicionamento da prefeitura, se mantêm contrários ao Uber. “É totalmente desleal porque os motoristas do Uber ganham limpo, sem nenhuma despesa com documentos exigidos para fazer o serviço. Nós pagamos impostos, licença, cursos e muito mais. Por isso, vejo que não dá mais pra mim, vou desistir”, diz o taxista Felipe Sousa, 25 anos. Ele afirna que as corridas escassearam desde a chegada do Uber na cidade e que muitos colegas projetam abandonar a profissão.

Biguaçu também propõe legislação
Ao contrário de Palhoça, onde a prefeitura tomou a iniciativa de regulamentar o Uber, em Biguaçu a proposta partiu da Câmara de Vereadores. A iniciativa do vereador Douglas Borba busca “operacionalizar o transporte público individual de passageiros de forma eficiente, prática e, consideravelmente menos onerosa ao consumidor”, comentou.

Outro fator preponderante, conforme acredita o vereador, é que a regulamentação atenderia os anseios e interesses da população para ampliar as opções para o transporte individual e também coletivo de passageiros, deixando que o direito de escolha do cidadão prevaleça. O projeto está em tramitação interna nas comissões do Legislativo


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