8 de fevereiro de 2017

Associação em João Paulo Segundo corre o risco


Mais de 200 crianças e adolescentes podem ficar fora das salas de aula, este ano, na região da Ponte do Imaruim, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Elas são atendidas pela Associação João Paulo 2º, que atravessa séria crise financeira e ameaça suspender as atividades caso não consiga aumentar o repasse vindo da prefeitura. A entidade também busca outras formas de custear o funcionamento das obras sociais idealizadas pela missionária Alete Alves, conhecida como Irmã Neves. O déficit mensal da instituição é de pouco mais de R$ 13 mil.

A falta de dinheiro para pagar contas básicas como água, luz, gás e telefone, fez a direção adiar a abertura das matrículas para o ano letivo. A situação financeira da entidade foi apresentada ontem à comunidade. A diretora da Associação, Terezinha Hermínio Maria, diz que recebeu da prefeitura, ao longo de 2016, R$ 22.461,60 por mês e que já foi solicitado um reajuste para a cobertura das despesas da instituição. “Mas foi mantido o mesmo valor. Tínhamos esperança de conseguir um acréscimo e não foi possível. A prefeitura nos manda o mesmo valor do ano passado”, explica.

A prefeitura afirma que está repassando um valor maior. Seriam dez parcelas de R$ 31.014,00 e uma de R$ 62.018,00. “Não houve diminuição do repasse. A administração apenas manteve o valor em razão da crise financeira”, explicou a assessoria de comunicação do prefeito Camilo Martins (PSD).

Para tentar sensibilizar o município a rever o valor repassado, lideranças da comunidade e da associação pretendem ir à prefeitura nesta terça-feira (7). “Vamos ir até lá buscar alternativas para tirar a Ong do vermelho. Nossas contas já mostram que se continuarmos assim, chegaremos em dezembro com muitas dívidas”, diz Terezinha.

A comunidade da Ponte do Imaruim é uma área bastante carente do município de Palhoça. Segundo a direção da entidade, muitas famílias até dependem das ações idealizadas pela irmã Neves, que era da congregação das Irmãs da Fraternidade Esperança. O trabalho persiste há 32 anos, enfrentando as mais diferentes dificuldades.

“Temos uma demanda intensa de atendimentos e precisamos de ajuda em todos os sentidos. A questão financeira quando há problemas, prejudica totalmente as crianças, pois é através desses valores que garantimos espaço seguro, sadio, atrativo e acolhedor a elas”, ressalta a da coordenadora pedagógica Lilian Nascimento. Para ela, o poder público deveria contribuir mais. A instituição oferece quatro refeições diárias, banho quando necessário, educação infantil e aulas no contra turno da escola.


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